Acho simplesmente o carro lindo, um tipo de carro que não se vê todo dia, tem um desenho geralmente reservado a carros mais especiais, e com muita classe, gosto de pensar que ele é uma pequena 599.
Muita gente fica surpresa ao ver o H lá atrás “não sabia que a Honda fazia esse tipo de carro”. Ele tem um porte clássico, e é legal ter essa presença de supercarro, em um dos centenas de hondinhas que vemos todo dia. Se um Civic da época já é admirado pacas por tantas qualidades e muito especial de dirigir, isso aí deve ser de outro mundo.
O carro tem um perfil bem fino, o capô avança bastante e a ponta parece uma águia, o carro todo segue um tema bastante horizontal com curvas suaves, começando pelos faróis. A suspensão “duplo A” na dianteira exige um paralama largo e permite um arco de roda da metade do tamanho de um carro normal, fazendo as rodas aro 15 parecerem bem maiores do que realmente são.
O para-brisas dianteiro tem um ângulo mais agressivo, diferente do que se via na época, uma linha de cintura bem baixa, janelas grandes, diferente de hoje, o caimento do teto com uma curva suave para o porta malas, e finalizando em grandes lanternas que ocupam quase a traseira inteira, que é bem mais alta que o restante do carro. Tem uma postura bem imponente e uma bela visão para quem acaba de ser ultrapassado.
2. A resposta do motor
A resposta de aceleração desse carro é muito rápida, não hesita, mesmo de 5ª ele reage bem, ou de 1ª, basta tirar o pé da embreagem e colocar o peso do pé no acelerador pra ter o controle do carro. Sempre achei que a culpa fosse do acelerador a cabo, que dá uma resposta mecânica imediata, sem um computador tentando entender o que você quer fazer, mas acho que é só uma variável importante na equação toda, tecnologia empregada no motor, relação de câmbio, suspensão, centro de gravidade baixo...
e o meu nem é o VTEC!
3. Interior
Um esportivo confortável, desculpa quem tem banco de couro, mas esse banco de veludo é fenomenal! É uma nostalgia que te faz se sentir uma criança num salão do automóvel dos anos 90. O banco é super baixo, abrindo a porta dá pra colocar a mão no asfalto, a alça PQP do passageiro fica na coluna "A" pra ajudar entrar e sair do carro, pois pode ser difícil para alguns. Depois que entra tem vários ajustes que deixam fácil de conseguir a posição perfeita de dirigir, reto com o volante, que tem ajuste de altura. As pernas ficam quase na horizontal, e com bastante espaço livre.
2º 94/95/96,
3º Moman (Link) - Aftermarket polonês
Ótima opção para 92/93, que pra mim destoavam um pouco
Esses mostradores são um ponto fraco do lude, pela idade muitos dos componentes eletrônicos estão no final da vida, e por serem componentes antigos são difíceis de achar, assim como gente disposta a abrir um painel antigo. No ebay acha, mas todos com a mesma idade, recebeu, teste. Se funcionar, abra, troque os capacitores e seja feliz. Na teoria é assim, o meu ficou parado uns anos, na reforma nosso mestre testou durante 2 horas com os mostradores fora do carro, tudo certo, mas na 6ª hora de viagem (depois de uma pausa pro almoço), os mostradores apagaram e saiu uma fumacinha com um cheiro adocicado do painel. Cheguei, desmontei o painel, mandei por correio de volta pra BH, que me retornou com os componentes trocados e hoje segue 100% por mais de 2 anos.
Uma coisa que gosto de fazer em noites frias é ligar o aquecedor nos pés e abrir só o teto, dá um balanço de temperatura e uma sensação difícil de descrever, o ronco, o controle do carro, o tato dos bancos, a velocidade, o conforto, a escuridão, os faróis varrendo a estrada vazia e o painel iluminado em verde-água com ponteiros vermelhos.
O que mais gosto nos Preludes é o design, a beleza exterior dele. O meu ficou parado muito tempo, a pintura tá péssima, cheio de craquelado, uns ralados grandes da oficina antiga, com buracos no verniz, …, Não pude pintar até hoje por danos financeiros da pandemia, mas só de já ter a experiência de dirigir esse carro, rodando redondinho do jeito que ele está, já é muito gratificante, e a cada reduzida com um rev matching perfeito antes de acelerar na saída da curva, mostra que o Prelude é muito mais que só um carro bonito, é simplesmente delicioso de dirigir.


















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